sábado, 3 de março de 2012

GMDC apresenta Recortes Clássicos

Um convite aos meus leitores de Belo Horizonte e região... não percam! Para quem quiser assistir os ingressos podem ser adquiridos comigo, aqui mesmo pelo blog!


XoXo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Decisões, rituais e macetinhos

Heeeey personas!


Dei a louca hoje e resolvi escrever esse post e outros mais de vez em quando (mas só de vez em quando, tá?). Como vocês estão? Sei que ninguém sentiu minha falta mas falei que sim porque eu to precisando de um up na autoestima, tá?


Já estamos em dezembro e o que fim de ano lembra (além de festas, gordurinhas extras por causa de comidinhas gostosas e presentes)? Apresentações! Muitas escolas fazem festivais, grupos e companhias fazem espetáculos de fim de ano.


Pra quem não sabe, faço parte do Grupo Mineiro de Danças Clássicas desde o inicio do ano e tivemos uma apresentação na semana passada (01/12/2011). Fizemos La Fille Mal Gardee na cidade de Ipatinga, MG, com a presença da nossa primeira bailarina Michelle Saramago como Lise, Arionel Vargas (*-*) convidado como Colas e Douglas Gonzales convidado como Mama Simone. Foi bom, casa vazia por causa da chuva torrencial, mas muito bom.


com Arionel Vargas


A rotina de época de espetáculo, e de dia de espetáculo, é muito normal para mim mas para quem está começando pode não ser. Por isso resolvi fazer esse post: contar meus macetinhos!




  • Esmalte
Eu sei que não é certo usar esmalte no palco (a não ser em personagens especiai quando se é solista) mas eu me sinto completamente pelada sem esmalte. Por isso tenho uns esmaltes preferidos para usar no dia, que são: Balé Clássico da Colorama (amoo!) ou camadas bem fininhas de Pétala, também da Colorama. Evito renda ao máximo pois aparece um brilhinho nas fotos.
foto do Mão Feita ( maofeita.com.br 
  • Lib
Eu uso Lib porque morro de medo de ficar pelada no palco no primeiro cambré. Ah, mas só com tutus bandeja, ou românticos com corpetes de colchete (igual ao de bandeja) se não fica salgado no meu orçamento, pois participo de vários espetáculos e concursos, mas para quem só dança duas vezes ao ano compensa demais. Ainda sobre seios: as meninas do grupo que tem mais busto costumam enfaixar para não balançar no palco.
  • Cílios postiços
Eu amo cílios postiços, sou viciada em cílios postiços e não vivo sem cílios postiços. Como tenho olhos pequenos parece que eu viro outra pessoa. Entretanto, não tenho coragem de gastar meus cílios da MAC no palco. Costumo comprar um bem baratinho, com a caixinha em alguma língua oriental, em lojas de bijuterias. O mais caro que eu já paguei foi R$ 3,99. E a melhor cola desse mundo é a da Duo, recomendo para quem vai para o exterior.
é algo tipo esse aqui (foto tirada de algum lugar do Google)


  • Fixador de maquiagem
90% das pessoas levam fixador de cabelo para o camarim mas esquecem o de maquiagem. Como a pessoa metódica que sou, bato o fixador, passo primer, faço a make e fixador de novo. Pra quê arriscar, né?

  • Esconder as fitas da ponta
Todo mundo esconde as fitas na sapatilha de ponta. Eu gosto de usar um esparadrapo transparente, igual a 3ª menina desse video do Anaheim Ballet:





  • Calçola bege
Sei que é feio e tudo o mais, mas é IMPRESCINDÍVEL quando se usa tutu bandeja... é o único jeito de não aparecer nada no palco.



Bom, acho que isso é tudo o que eu faço de diferente... Mas não custa lembrar o básico: listinha com tudo o que você tem que levar feita no dia anterior, roupa para ensaio, roupa para dançar, toalha de rosto, maquiagem, coisas para cabelo, roupa para aquecer (perneiras ou calças de lã, sapatinhos de lã, xales...), água, barrinhas de cereal e um pouquinho de chocolate.


Muita merda pra vocês,
XoXo 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Por que eu abandonei o blog

Oi gente!
Sei que passei muito tempo sem acessar o blog, e não pretendo voltar. Esse último post é uma explicação do porque eu abandonei o blog, pois eu acredito que tenho essa obrigação.

1- falta de tempo.
Larguei minha escola antiga e estou dançando em BH. Faço a prova do inter esse ano e depois, nunca mais poderei ser chamada de amadora, estudante ou futura bailarina. Vou poder dançar em uma companhia e ser chamada de profissional.

2- cansei de fingir ser quem não sou.
Queridos, por tudo que há de mais sagrado, não tomem isso como ofensa. O blog tinha se tornado demasiado comercial pro meu gosto. Não faço ballet por hobby, uso ponta a uns 5 anos e acredito que peso e idade influenciam muito para uma bailarina. Existem exceções, mas sao apenas exceções. Me delicio com o caráter elitista do ballet. Odeio choramingar para os outros e resolvo meus problemas no linoleo sozinha. Parei de escrever para mim, e passei a escrever o que as pessoas queriam ouvir... E como eu odiava isso.

Então é isso, estou jogando a toalha. Muito obrigada pelo carinho, foi, simplesmente incrível.

XoXo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cisne Negro: minha opinião de espectadora x de bailarina

  •  Como espectadora
Cisne Negro é o filme que tinha todos os elementos necessários para se tornar um clichê, reprisado milhões e milhões de vezes na Tela Quente da Globo. Mas, por vários e vários fatores é um forte candidato a se tornar um filme clássico.

Ao assistir Cisne Negro não é possível distinguir o gênero, é algo sombrio perdido no meio do caminho entre drama e suspense. O espectador mais cinéfilo (eu acredito que me incluo nessa categoria) pode claramente observar os traços caracteristicos das obras de Darren Aronofsky e a semelhança desse filme com O Lutador.

A história se ambienta em uma companhia em Nova York (será uma versão fictícia do NY City Ballet? Tópico a ser pesquisado, haha) dirigida por Thomas (Vincent Cassel). Nina (Natalie Portaman) é uma das solistas e, com a aposentadoria da primeira bailarina Beth (Wyona Rider), é "promovida" a primeira bailarina. Por mais perfeccionista que ela seja, ela não atingiu uma maturidade artística (talvez nunca atingiria) que a permitiria se desconectar de si mesma e interpretar habilmente uma personagem com personalidade diferente. Ela é a Odette e jamais será a Odille (uma falta gravíssima para uma bailarina).

Há a relação de Nina com Thomas, que a "inicia" no mundo sexual (quem duvida que ela é virgem?) com a desculpa de ser forma de se conectar com sua Odille interior, com a mãe (Barbara Hershey), que a super protege, infantiliza e se realiza através da filha. Com Lilly (Mila Kunis, lembram dela em That 70's Show?) que supostamente seria sua rival e a Odille em essência. Mas, não há como negar que é um filme sobre a Nina.

É um filme onde apenas Nina é a protagonista e os outros personagens são quase figurantes. É um filme onde não há um vilão, já que ele está dentro da personagem de Natalie (nem venham me dizer que Lilly é a antagonista, por que não é. Se essa era a intenção, Mila querida, você fracassou enormemente). Se trata sobre os complexos, medos e paranoias dela.

Nina é, literalmente, maluca. Ela é adepta da auto-mutilação (inconsciente, claro), da bulimia, da anorexia e tem alucinações. Não tem amigos, não sai e pouco se diverte. E por mais que algumas bailarinas tenham se sentido "ofendidas" (dá pra acordar pra vida? A Ciranda da Bailarina não é real e a vida de uma profissional, para quem está vendo de fora, é uma merda) são coisas reais em muitas bailarinas e em profissões onde a perfeição é almejada. A perfeição não é inerente ao ser humano.
É um filme fantástico, que causa agonia em diversas partes. Ao fim do filme a grande maioria dos espectadores saiu calada, sem nem ao menos decidir se achou o filme incrivel ou terrível. Não é um filme para qualquer um, ouso até apostar que a quantidade de pessoas que vão fechar a cara quando mencionado o filme será muito maior do que a que vão sorrir.

Ah, coloca uma estrelinha no nome do(a) figurinista, por favor?

  • Como bailarina
Finalmente um filme de ballet bom! Convenhamos, todos os outros filmes de ballet se tratam sobre a mocinha do corpo de baile que se apaixona pelo primeiro bailarino/solista/professor... boooooring! Parece até que uma companhia é lugar para se ter um caso

A coreografia é, digamos assim, inovadora. Uma montagem completamente diferente das tradicionais, que tem como base o trabalho de Petipa e Ivanov. É possível observar as diferenças, principalmente, no pas de deux do cisne negro e nos pequenos cisnes. Gostei mas não tanto... é tão diferente!

Sobre as cenas de dança, alguém precisa me explicar como eles fazem os trabalhos com as dublês. Por que, honestamente, a bailarina que acreditou que era a Natalie e a Mila que estavam dançando merece uma marretada na cabeça. É fisicamente impossível alguém, principalmente na idade delas, aprender tão rápido e ter uma técnica daquele jeito.

Opinião final: c'est magnifique!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Coisas que aprendi sobre a Gaynor

Criei essa listinha para ajudar quem pretende ter uma Gaynor. Já estou na minha 4ª Gaynor e tenho uma rotina bem intensa de aulas (pois estou no Advanced I da Royal) e acho que tenho um pouquinho de experiência, que gostaria de compartilhar com vocês.

  1. A Gaynor Minden é, de fato, a melhor sapatilha. Pra todo mundo.
  2. Para quem é iniciante, ou não tem treino suficiente nas pontas (coloca ai uns 2 anos de pontas nas costas): é burrice você comprar uma por enquanto. Explicando: a Gaynor te ajuda a subir e sustentar a ponta por causa da palmilha de elastômero, o que não vai ajudar em NADA o fortalecimento dos músculos necessários para execução de passos mais complexos.
  3. Quanto mais dura a palmilha mais fácil de subir na Gaynor (o oposto das pontas comuns). Se você já é solista e pretende ter uma Gaynor, um macete que eu aprendi com a 1ª bailarina do Grupo Mineiro de Danças Clássicas (Michelle Saramago): palmilha mais resistente para solos fáceis e mais mole para solos puxados. É muito mais fácil uma sequência de fouettes em uma Gaynor rosa do que em uma verde, já que você não terá tanto impulso da sapatilha, mas sim do seu pé.
  4. Ela vai te deixar com uma cratera no calcanhar nas primeiras semanas. Aconteceu comigo, aconteceu com as minhas amigas e tenho quase certeza que vai acontecer com você. Mas com 2 semanas de ensaio intenso ela folga e para de machucar. Xílocaina serve pra esse tipo de ocasião, né?
  5. Não tem erro quando se compra pelo site da Gaynor fazendo aquele desenho do pé, e talz.
  6. Não vale a pena comprar em solo brasileiro.
  7. Se você acha que a sua Gaynor está suja pode enfiá-la sem dó no tanque. Te juro, por experiência própria, que a única coisa que vai acontecer é você ver a sujeira ir embora.
  8. Ela dura muito. A minha primeira tem quase 2 anos* e eu ainda uso pra pointe work. É só colar uma camurça na ponta que tá novinha.
Bom, acho que é isso. Espero que tenham achado remotamente útil =P.
XoXo

*ponta nacional dura, pra mim, no máááááááááááximo 3 meses, se eu deixar ela ficar toda rasgada e mole. Enquanto não entro pra uma companhia e ganho minhas sapatilhas meus pais só se fodem eu gasto horrores com pontas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Selo !

Recebi um selo da Bela, do blog Bailarina de Corpo e Alma (http://bailarinadecorpoealma.blogspot.com/). Muito obrigada, linda!
Agora, as regras:

"Informamos aos seguintes indicados que devem postar o selo em seu blog, sendo em postagem fixa ou não, e indicar mais 10 blogs ao blog de ouro. Se você foi indicado indique e avise os responsáveis pelos blogs que você indicou. Por favor, sejam educados respondam e postem o selo, pois é muito chato falar com quem não lhe dê atenção."

Meus indicados são:
  •  Palavras Dançantes (http://kauaneleite.blogspot.com/)
  • Música de Ballet (http://musicadeballet.blogspot.com/)
  • Conexão LPM (http://conexaolpm.blogspot.com/)
  • Razão para Dançar (http://reasontodance.blogspot.com/)
  • Tolkien Fun (ou nem tanto)... (http://www.tolkienfun.com/)
  • Salada Mista (http://elise-saladamista.blogspot.com/)
  • Meia Ponta (http://meia-ponta.blogspot.com/)
  • Ponta Perfeita (http://pontaperfeita.wordpress.com/)
Só deu 8, mas são os blogs que eu acompanho =(

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Exame

Na minha escola nós estudamos o método RAD. Pra quem não conhece é o método inglês que é todo dividido em grades (ou graus pra abrasileirar a coisa) e majors,  possui aulas fixas, no maior sistema de decoreba. Claro que meus professores passam aulas livres mas o método é essa coisa quadrada mesmo ( e chaaaaaaaaaata).

Esse fiz o exame pelo segundo ano consecutivo do Elementary pois realmente não gostei da nota do ano passado e não queria ir insatisfeita paro o Advanced Fundation.

Fui muito bem =P. Esses dois meses que me separam do resultado serão de muita ansiedade, com certeza. Mas independende da nota, ano quem vem eu tô arrasando no Advanced.

Quem ai estuda royal? Está em qual grade/major?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Muitas novidades

Nesse tempo que passei sem postar aconteceu tenta coisa! Oficinas, exames, ensaios, aulas e muitos posts reflexão que já estão preparados a um tempo.
Vou tentar contar tudo em ordem cronologica a partir de hoje, ok?

XoXo